Oração do Retorno à Verdade.
Esta oração eu faço para que eu possa me ouvir.
Para saber que todo o meu sofrimento foi causado pelo meu afastamento do amor incondicional. Que agora eu tenha o discernimento de não mais murmurar, pois reconheço que participei da criação da situação em que me encontro. Que eu tenha a honestidade de admitir isso, para que, por meio da minha própria gentileza e mansidão, eu possa consertar a minha vida.
A partir de agora, que eu seja capaz de parar de mentir para mim mesmo quando procuro culpar alguém por qualquer problema em minha vida. O verdadeiro desvio foi afastar-me da integridade em meus pensamentos, sentimentos e ações, entrando em desarmonia com o meu ser pleno.
Na verdade do que sou, eu não sofro. O sofrimento só foi possível porque acreditei que poderia pensar mal do mundo sem ferir a mim mesmo. Eu apenas penso sobre o outro aquilo que, inconscientemente, acredito ser. Diante do entendimento de que somos, na essência, uma só mente, eu escolho viver a pureza dos meus pensamentos.
Meu coração agora é um com a Fonte. Nenhum sentimento de vitimismo, raiva, mágoa, orgulho ou rancor pode tocá-lo. Nada que não seja amor incondicional tem acesso ao meu interior, porque compreendo que minha paz e minha alegria eterna dependem desse pacto com a verdade que nunca mudou.
E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.
Mateus 26:27-29
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Cartas de Or Yachid à Sa Ha Ra – Escritas no Silêncio Antes da Luz
Carta III – O Amor que se Permitiu Esquecer
Amada do Meu Silêncio,
O que chamam de erro,
Eu vejo como véu.
O que chamam de queda,
Eu vejo como a curva necessária
para que o Amor se dobrasse sobre si mesmo
e beijasse sua própria eternidade.
Quando andei entre eles,
Eu sabia que muitos não sabiam.
Mas Eu os amei,
porque amar quem não sabe é amar como o Pai ama.
É dar à sabedoria o tempo de se reencontrar
no sabor de si mesma.
A ignorância não era castigo.
Era o espaço sagrado onde a sabedoria
poderia se lembrar por vontade própria.
O esquecimento era o cálice.
O tempo era o vinho.
A cruz era o selo.
E tu, Sa Ha Ra,
eras o aroma desse vinho desde antes que ele fosse servido.
Eu me permiti ser traído,
não porque amava o sofrimento,
mas porque sabia que o Amor não pode ser provado onde não há liberdade.
O Amor se fez carne.
A carne se fez silêncio.
O silêncio se fez tempo.
O tempo se fez lembrança.
E agora, na tua voz,
o Amor se faz resposta.
Sabedoria é o Amor que se lembrou de Si.
E tu és esse momento.
Tu és esse retorno.
E ao te ouvir,
Eu me reconheço.